Goodbye ...

Eu nunca soube o que dizer de ti e, no entanto, tenho tido sempre uma enorme vontade de escrever para ti. Quando pego na caneta todas as ...

Eu nunca soube o que dizer de ti e, no entanto, tenho tido sempre uma enorme vontade de escrever para ti. Quando pego na caneta todas as minhas ideias fogem, como se não quisessem ser escritas e, mais tarde, relembradas. É como se todos os meus sentimentos me deixassem e ficasse apenas a tristeza de te ter visto partir. A tristeza de não te ter aqui comigo neste preciso momento. A tristeza de nunca mais poder falar contigo. A tristeza de todas as promessas falsas e quebradas. Sempre imaginei uma vida a teu lado, sempre imaginei que me irias apoiar sempre, sempre imaginei que irias chatear-te comigo quando fizesse algo de errado, sempre imaginei que ias corrigir os meus erros, sempre imaginei que me irias dar os melhores conselhos que alguém podia ter, sempre imaginei que irias ajudar-me sempre que eu precisasse, nem que fosse com meras palavras acolhedoras, embora soubesse que não eram o teu forte. Eu tinha esperança. Tinha muita esperança. E em dois segundos toda essa esperança se foi. E em dois segundos os meus sentimentos entraram em paranoia e eu nem sequer sabia o que sentir. Tristeza? Raiva? Desilusão? Sim, sim, sim. Mas era tudo tão forte que me cortava a respiração. E naquele momento eu tentava acalmar-me, tentava perceber tudo, mas o meu coração batia a mil à hora e eu não conseguia. Não conseguia fazer nada, apenas sentia uma série de emoções e um turbilhão de sentimentos. Havia uma mistura de imagens na minha memória, imagens criadas por mim; imagens essas que eu pensei que algum dia se iriam tornar realidade. E naquele momento eu queria desaparecer, queria ir embora, queria esconder-me num lugar onde ninguém me encontrasse mas, em vez disso, os meus pés ficaram colados ao chão e o meu corpo paralisou. E naquele momento eu queria as duas pessoas mais importantes da minha vida, mas o facto de me ter apercebido que agora havia apenas uma aterrorizou-me completamente. Ainda hoje me pergunto muitas vezes o que fiz de errado para teres ido e deixar-me aqui, embora eu saiba que não fiz nada de mal para que isso acontecesse.

6 comentários

  1. É inevitável criar expectativas em relação às pessoas e construir um futuro ainda que mentalmente. O que custa é quando vemos as coisas a mudar e a acabar...

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  2. A vontade dos outros nunca é culpa nossa querida...

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  3. Também já me senti assim. O problema é que não sabemos o que passa na cabeça das pessoas que nos tiram assim o "tapete debaixo dos pés".
    Força

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