No dia 1 de fevereiro começa o segundo semestre e admito que, pela primeira vez, me sinto um bocadinho receosa em relaĂ§Ă£o Ă s cadeiras. ...


No dia 1 de fevereiro começa o segundo semestre e admito que, pela primeira vez, me sinto um bocadinho receosa em relaĂ§Ă£o Ă s cadeiras. Entre a BioestatĂ­stica e Delineamento Experimental, a GenĂ©tica Quantitativa e das Populações, a GenĂ©tica Molecular, a Microbiologia e a QuĂ­mica OrgĂ¢nica, esta Ăºltima Ă© a que me assusta mais. Apesar de gostar muito, considero esta parte da quĂ­mica bastante complicada. E diga-se que BioestatĂ­stica e Delineamento Experimental nĂ£o fica muito atrĂ¡s de OrgĂ¢nica…
Vamos lĂ¡ ver como vai correr…

Tem havido opiniões muito opostas em relaĂ§Ă£o Ă  ideia de legalizar todas as drogas. Eu estou do lado de quem nĂ£o concorda. NĂ£o concordo,...


Tem havido opiniões muito opostas em relaĂ§Ă£o Ă  ideia de legalizar todas as drogas. Eu estou do lado de quem nĂ£o concorda. NĂ£o concordo, de todo, com a legalizaĂ§Ă£o das drogas.

HĂ¡ quem diga que o tabaco e Ă¡lcool tambĂ©m sĂ£o drogas – e sĂ£o mesmo – e que estĂ£o legalizadas. EntĂ£o porque nĂ£o legalizar todas as outras tambĂ©m? Ora bem, nĂ£o devo ser a Ăºnica a achar que as drogas de que falo destroem o nosso organismo de uma forma mais bruta e em muito menos tempo do que o Ă¡lcool ou o tabaco ou a cafeĂ­na. NĂ£o digo que as que sĂ£o legais nos fazem bem, toda a gente sabe que nĂ£o, mas as que sĂ£o ilegais destroem-nos muito mais depressa. E, alĂ©m disso, tornam-nos muito mais dependentes do que as legais, num espaço de tempo mais curto.

HĂ¡ tambĂ©m quem diga que quem quer consumir arranja sempre forma de o fazer, por isso porque nĂ£o facilitar o consumo tornando o trĂ¡fico mais acessĂ­vel? Mas nĂ£o Ă© bem assim… na minha opiniĂ£o nĂ£o podemos dizer que quem quer consumir arranja maneira de o fazer. Conheço pessoas que querem, mas ou nĂ£o encontram quem os ajude ou nĂ£o tĂªm o dinheiro necessĂ¡rio. Verdade seja dita… esta parte do dinheiro Ă© muito importante. Tornando o consumo mais acessĂ­vel os preços baixariam imenso – precisamente por ser legal – e quem quisesse podia comprar porque a falta de dinheiro seria um problema a menos. Aumentaria o consumo porque Ă© mais barato comprar, e aumentariam as mortes por overdose porque teriam mais quantidade Ă  sua disposiĂ§Ă£o.

HĂ¡ quem diga que bastava haver uma regulamentaĂ§Ă£o e um controlo, mas… os traficantes arranjam maneira de traficar, de fugir Ă  lei. NĂ£o arranjariam tambĂ©m maneira de fugir a este controlo? NĂ£o seria ainda mais fĂ¡cil para quem consome? Toda a gente poderia fugir a isto porque, na verdade, toda a gente quebra regras. HĂ¡ miĂºdos de 13 anos a ir a um cafĂ© comprar tabaco. É legal? NĂ£o, nĂ£o Ă©. Mas hĂ¡ muita gente que fecha os olhos a isso e vende na mesma, sem pedir identificaĂ§Ă£o sequer… Isto para dizer que hĂ¡ uma regulamentaĂ§Ă£o em relaĂ§Ă£o ao consumo de tabaco e Ă¡lcool por menores e, mesmo assim, hĂ¡ imensos – mesmo imensos – que o fazem como se nada fosse. E a culpa Ă© tambĂ©m de quem quebra a regra e lhes vende esses produtos, em vez de dizer que nĂ£o podem.

HĂ¡ a grande verdade de que quem quer consumir consome, quem nĂ£o quer nĂ£o consome. Mas, como eu disse num ponto anterior, tornar as coisas mais fĂ¡ceis, mais acessĂ­veis, faria mais pessoas consumir, porque nem todos o conseguem fazer agora, sendo estas drogas mais pesadas ilegais. Aumentaria o consumo, e disso tenho a certeza. Podia continuar a enumerar mais razões que me fazem nĂ£o concordar com a legalizaĂ§Ă£o das drogas, mas fico-me por estas, que considero serem das mais importantes.

Hoje, pela segunda vez, fui votar. Era certo que iam dizer-me que nĂ£o faz diferença , mais do que mil duzentas e cinquenta e oito vez...


Hoje, pela segunda vez, fui votar.
Era certo que iam dizer-me que nĂ£o faz diferença, mais do que mil duzentas e cinquenta e oito vezes. Fi-lo. Votei, como nĂ£o podia deixar de ser. Porque, para mim, faz toda a diferença. Um voto atĂ© podia ser insignificante, como muitos dizem, mas se se juntarem todos os que nĂ£o votam – ou porque nĂ£o vale a pena ou porque estĂ¡ a chover e nĂ£o quer sair de casa ou porque, supostamente, nĂ£o lhe diz respeito - … aĂ­ sim, faz toda a diferença! Diferença de milhares de votos Ă© mais do que suficiente. Mas eu continuo a repetir-me, ano apĂ³s ano, quando hĂ¡ eleições. Continuo a dizer que todos devem votar, mas ninguĂ©m me ouve e dizem, ano apĂ³s ano, que nĂ£o vale a pena e que ninguĂ©m vai conseguir fazer melhor agora.
Mas depois vĂªm dizer “aah, ganhou este?! Este nĂ£o faz nada, sĂ³ rouba!” e eu digo, muito revoltada, “mas e o que fizeste tu para mudar?!”. NĂ£o vota porque nĂ£o quer, entĂ£o nĂ£o critica.